sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Um recado de Mahatma Gandhi à igreja brasileira

Um recado de Mahatma Gandhi à igreja brasileira



Uma das figuras mais marcantes no mundo missionário do Séc. XX foi sem dúvida o missionário americano de tradição metodista Eli Stanley Jones. Não apenas a sua missiologia prática foi marcante, mas sua teologia saudável e sua mente brilhante fez dele um dos mais significantes intelectuais dos seus dias, tendo livre acesso às elites intelectuais e a chefes de estado por onde andou. Sei que alguns poderão me intitular de exagerado, mas será apenas mais um título sem importância, porém, pessoalmente acredito que se William Carey foi o “Pai das Missões Modernas” no Séc. XVIII, sem dúvida Eli Stanley Jones foi o mesmo no Séc. XX. Inclusive foi nominado para receber o Premio Nobel da Paz pelo seu esforço nas negociações para a pacificação da Ásia, África e em especial no estabelecimento da paz entre os Estados Unidos da América e Japão.

Eli Stanley Jones nos deixou um legado fabuloso em literatura. Seus livros, que apresentam Cristo de uma forma clara aos leitores, e alcançou não apenas os cristãos, mas em especial hindus, muçulmanos e ateus. Devido à sua grande ligação e amizade com Gandhi, foi encorajado a escrever a biografia deste, e foi exatamente esta obra bibliográfica que, uma vez lida pelo Dr. Martin Luther King Jr, influenciou definitivamente a luta em defesa dos direitos dos negros norte americanos. Martin Luther King Jr valeu-se da mesma filosofia de Gandhi da “não violência”, segundo o próprio Luther King confidenciou à Eunice Jones Mathews, filha de Eli Stanley Jones.

Depois de um abençoado ministério missionário que alcançou vários países, foi na sua amada Índia que Jones veio a falecer no dia 25 de Janeiro de 1973. E em homenagem a este grande homem, e na celebração dos 41 anos da sua morte, resolvi escrever este artigo.

A estratégia evangelística de Eli Stanley Jones incluía alguns elementos importantes, segundo ele mesmo nos indicou em seu livro “The Christ of The Indian Road”:

Seja absolutamente franco [1] - Segundo Jones não deve existir qualquer camulfagem em nossa apresentação do evangelho. As pessoas precisam saber exatamente o que elas irão ouvir. Este princípio nos serve como um sério alerta para aquilo que chamamos de evangelismo estratégico. Não tenho nada contra sermos estratégicos em nossa evangelização, mas não devemos confundir estratégia com camuflagem, para não cairmos naquilo que é propaganda enganosa. 

Anuncie de antemão que não haverá ataque a religião de ninguém [2] - Segundo Jones, se existir algum ataque, este ataque deve ser feito pela apresentação clara do evangelho de Cristo, ele é o ataque, qualquer outro que possamos fazer é arrogância e superioridade na nossa parte. Precisamos abandonar a tendência evangélica de tentar construir o evangelho sobre a ruína da fé alheia. 

Permita que as pessoas façam perguntas [3] - Precisamos ter a coragem, humildade e destreza para responder às perguntas que nos podem ser feitas. Infelizmente, parece que temos medo das perguntas, e se não sabemos a resposta temos a tendência a agir com indelicadeza ou dar respostas vagas. Um sinal de humildade é dizer: “Não sei lhe responder esta pergunta.”

O cristianismo deve ser apresentado como o próprio Cristo [4] - O cristianismo não pode ser apresentado como a cultura de Deus, nem como a cultura ocidental, muito menos denominacional, nem como um caminho alternativo a Cristo. Ele é a mensagem, ele é o caminho.

Cristo precisa ser interpretado como uma experiência real de vida e não como mero argumento teológico [5] - Neste ponto precisamos entender que as palavras e a vida do apresentador do evangelho devem ser condizentes. Infelizmente esta não tem sido a realidade de muitas das igrejas e líderes cristãos, cuja vida e palavras se contradizem. Pregam a Cristo, mas seguem o materialismo e tantos outros deuses destes dias.

São princípios simples, mas bastante significativos e relevantes para os nossos dias onde o evangelho cai em descrédito, embora igrejas estejam inchadas com pessoas às quais não conhecem a Cristo e não são conhecidas por ele.

Conta-se que certa vez convidaram Mahatma Gandhi para participar de um culto, quando ele ainda vivia na África do Sul, segue a sua impressão pessoal da igreja: "O culto não causou nenhuma impressão favorável em mim. O sermão parecia-me sem inspiração. A congregação não me impactou, uma vez que já sou religioso. Eles não pareciam um grupo de almas piedosas, em vez disto, eles pareciam ser pessoas de mentalidade mundana, que vão à igreja apenas por recreação e costume.”[6] Como seria se ele visitasse uma de nossas igrejas estes dias?

Certamente que críticas como esta nos doem na alma e ferem nosso orgulho cristão, especialmente vindo de um hindu. No entanto, as críticas que chegam a nós como antíteses das nossas ações devem nos levar a considerar seriamente a possibilidade de estarmos errados. Embora a maioria de nós não saiba ou note, mas muitos pesquisadores, nas áreas da antropologia, sociologia e filosofia frequentam cultos cristãos como parte de seus trabalhos acadêmicos, e muitas das vezes as conclusões que estes pesquisadores chegam nos são vergonhosas, devido àquilo que observam como “culto cristão”. Se você acha que não devemos nos preocupar com o que estas pessoas pensam e escrevem, veja o que o apóstolo diz: “Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo.” (1 Timóteo 3:7).

No seu primeiro encontro com Mahatma Gandhi, Eli Stanley Jones disse que a primeira coisa que fez foi fazer-lhe um pergunta, embora na ocasião ele fosse apenas o Sr. Gandhi, isto antes de se tornar conhecido como “Mahatma” (Grande Alma), e a pergunta foi: “Como nós cristãos podemos fazer para que o cristianismo seja naturalizado na Índia, e não mais identificado com uma cultura e um governo estrangeiro, mas como uma parte significativa no estabelecimento da nação Indiana? O que você, como um líder hindu na Índia me sugeriria para tornar isto possível?”[7] Uma pergunta corajosa feita para alguém que certamente diria toda a verdade, nua e crua. Quando penso no cristianismo hoje, nossa pergunta à sociedade poderia ser semelhante: “Como nós cristãos podemos fazer para que o cristianismo não seja associado com aquelas posturas anti-bíblicas e que tanto escândalo traz ao evangelho? O que nós como cristãos podemos fazer para contribuir para o fortalecimento e crescimento da sociedade brasileira?” Será que teríamos esta coragem e esta simplicidade? Imagine sua igreja com a iniciativa de ir pelas ruas do seu bairro perguntando às pessoas como podem ser mais relevantes e participativos em suas vidas? Embora com toda essa corrupção e imoralidade que assolam a política brasileira, como seria fazer esta pergunta ao governo?

Irei concluir este texto com a resposta de Mahatma Gandhi [8]:

Em primeiro lugar eu gostaria de sugerir que todos vocês pastores, missionários e cristãos vivessem mais à semelhança de Cristo.
Que vocês pratiquem a vossa religião sem adulterá-la ou torcer a sua mensagem.
Que vocês amem mais e enfatizem o amor, pois o amor é a mensagem central do cristianismo.
Estudem mais a religião alheia e procurem por alguma coisa boa que possa existir nelas, no sentido de serem mais simpáticos com aqueles que são diferentes.

Eis ai uma boa lição para todos nós!






Luis A R Branco é colunista do Genizah .

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Ladrões invadiram uma pequena igreja nas montanhas a leste de Roma durante o fim de semana e roubaram um relicário que continha o sangue do papa João Paulo 2º, afirmou uma guardiã do local nesta segunda-feira.

Relicário roubado deve se tornar ainda mais valioso após canonização de pontífice polonês, prevista para abril

Reuters
Ladrões invadiram uma pequena igreja nas montanhas a leste de Roma durante o fim de semana e roubaram um relicário que continha o sangue do papa João Paulo 2º, afirmou uma guardiã do local nesta segunda-feira.
AP
Papa João Paulo 2º (foto de arquivo)
João Paulo 2º e João 23 santos: Entenda o processo de canonização
Franca Corrieri disse que descobriu uma janela quebrada no domingo de manhã e chamou a polícia. Quando os policiais entraram na pequena igreja de pedra, perceberam a falta do relicário de ouro e de um crucifixo.
João Paulo 2º, que morreu em 2005, amava as montanhas da região de Abruzzo, a leste de Roma. Alguma vezes ele escapava secretamente do Vaticano para caminhar e esquiar na área e rezar na igreja.
O polonês João Paulo, cujo papado durou 27 anos, deve ser santificado pela Igreja Católica em abril, fazendo com que o relicário se torne mais peculiar e valioso.
Em 2011, o ex-secretário particular de João Paulo, o cardeal Stanislaw Dziwisz, presenteou a comunidade local de Abruzzo com um pouco do sangue do pontífice, como símbolo do amor sentido por ele pela região montanhosa.
Ainda cardeal, Karol Józef Wojtyla é fotografado no Vaticano (3/10/1978). Foto: AP
1/7
O sangue foi depositado em um recipiente de ouro e vidro e mantido em um nicho na pequena igreja de San Pietro della Ienca, perto da cidade de L'Aquila. Corrieri disse à Reuters que o incidente dá sensação mais de um "sequestro" do que um roubo. "Em certo sentido, uma pessoa foi levada", disse por telefone.
Nada mais foi levado da isolada igreja além do relicário e do crucifixo, embora Corrieri diga que os ladrões provavelmente tiveram tempo para levar outros objetos durante o roubo, realizado à noite.
Bolsas de sangue de João Paulo foram guardadas após uma tentativa de assassinato que quase o matou, na Praça de São Pedro, em 12 de maio de 1981.
    Leia tudo sobre: joão paulo 2 • relicário com sangue • vaticano • igreja católica • religião

    quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

    Cabeça de Mulher...

    Cabeça de Mulher


    Conversando com uma vizinha e amiga muito querida, a Gisa, percebi que ela estava agitada, preocupada com seus muitos afazeres e compromissos. Apesar de estar ali, sua cabeça não estava. Compartilhei também algumas preocupações e percebi que apesar de estar ali, minha cabeça também estava em outro lugar, aliás, em muitos outros lugares. Mulheres sofrem desse mal...

    Entramos no assunto e logo ela me perguntou: "Você já notou que problemas de ansiedade, depressão, insônia e angústia acometem mais mulheres do que a homens?" Respondi que sim, que já havia notado. Temos tantos afazeres, que fica difícil não "surtar". Ela sorriu, olhou no relógio e percebendo que já passavam das 22h, despediu-se. No mesmo instante em que fechava a porta, agradeci a Deus por aquela amiga e confidente. Um verdadeiro remédio para alma.

    Preocupada com o adiantado da hora, corri para ajudar meu esposo com a rotina pré-sono de nossos filhos: leite, dentes, xixi, pijama, historia, oração, conversa furada, risadas e o tradicional copo d'água pós beijo de boa noite. Incrível como crianças sentem sede depois do último boa noite. O corpo já não se aguentava em pé. Recolhi os brinquedos que ficaram espalhados pela casa, guardei algumas peças de roupa e coloquei outras para lavar. O marido, exausto pelo dia de trabalho, tentou ler um único capítulo de um livro, mas não teve sucesso. Dormiu no segundo parágrafo.

    A chuva estava forte lá fora. Tenho a impressão que a quantidade e intensidade de raios aumenta a cada ano que passa. Espero que as crianças não acordem com o barulho dos trovões. Ah! Preciso deixar o leite do caçula pronto pra amanhã... Nossa, as janelas da cozinha ficaram abertas! O chão está ensopado! Vou passar uma pano rápido, amanhã limpo direito. Poxa Mith, você está sem água, tadinho! Vou encher o potinho pra você. Senhor, que chuva forte!

    Preciso dormir, não aguento mais. Ah, meu remédio! Ainda bem que lembrei antes de deitar. Boa noite Mith! As luzes estão todas apagadas. Vou colocar meu pijama, escovar os dentes e deitar. Fiz xixi agora pouco, não estou com vontade. 

    Bom, por hoje é só. Hummm, não marquei o pediatra das crianças de novo. Que cabeça a minha! Vou anotar em um papel e pendurar na geladeira. De amanhã não passa! Pronto, agora vou deitar. Como é bom poder esticar as pernas... Espero dormir logo. Uau! Que clarão no quarto! Lá vem um trovão... Nossa, foi dos grandes! 

    "Mamãe, não consigo dormir com o barulho dos trovões..." 

    Meu Deus filha, que susto! Nem ouvi você entrar. Deita aqui do lado da mamãe. Vira pra cá, vira pra lá e nada... "Mamãe, tô com muita sede". Ai filha, você já tomou água. "Mas eu não estou conseguindo dormir, preciso tomar um pouquinho de água". Vamos lá então, você toma água e depois vai pra sua cama, ok?

    Bom, acho que agora consigo dormir. Será que tranquei a porta? Não lembro... Ah, deixa pra lá, vou dormir assim mesmo. Hum, maldito xixi. Isso é hora? Não vou levantar, me recuso. Mas parece que minha bexiga vai explodir! Dizem que faz mal segurar o xixi... Vou ter que levantar. Bom, aproveito pra ver se tranquei a porta.

    Ufa, que alívio! Ainda bem que levantei, não aguentaria a noite toda. A porta estava aberta, sabia! Pronto, agora chega, cama! Preciso dormir, preciso dormir, preciso dormir... Nossa, coitada da Ingrid. Como o marido dela foi capaz de fazer uma coisa dessas? Seu coração deve estar em pedaços... Amanhã sem falta preciso ligar ou mandar um e-mail. Esse caso renderia um texto para o blog...

    Preciso também preparar a aula de amanhã, tirar algumas xerox e comprar um material na papelaria. Ah, não! A Raquel precisava de crepom para um trabalho da escola. Esqueci completamente! Amanhã vejo se consigo com alguma vizinha. Dorme Daniela, dorme!

    Como é difícil desligar a cabeça. Também, com tantas coisas pra lembrar... Precisaria de uma secretária. Ai, esqueci de tirar a carne do freezer. Parece brincadeira. O pior é que se não tirar agora não consigo temperar na hora que acordar. Lá vamos nós... Espero que seja a última vez. Hum, o lanche e os uniformes! É melhor separar agora. Se deixar pra amanhã cedo vai ficar muito corrido. Preciso avisar a professora que o copinho de água do André não voltou. Aproveito para enviar o dinheiro e a autorização para a excursão da Raquel.

    Pronto! Deixa eu dar uma olhada geral pra ver se esqueci de mais alguma coisa. Bom, acho que agora posso dormir. Seria perfeito um botão de desligar a cabeça. Homens dormem com tanta facilidade... Meu esposo está roncando há mais de uma hora. Que inveja! Bom, chega, vou dormir. Preciso dormir!

    Credo, acho que esse raio caiu na minha janela, que estouro! Lá vem o estrondo: 3, 2, 1... Meu Deus, que barulho! Espero que as crianças não acordem. Ui, que ventinho gelado. Vou ter que me cobrir com o lençol. Xiiii, não coloquei lençol para as crianças, estava tão quente... Mas que mãe consegue dormir sabendo que seus filhos podem estar sentindo frio? Vou ter que levantar, pela décima vez.

    Pronto, estão cobertinhos. Acho melhor colocar mais um paninho para o Mith também. A cozinha é mais gelada, tadinho. Bom, acho que é só. Coitada da minha planta... Nunca lembro de colocar água. Ela está tão murcha. Vou colocar agora, não vai levar nenhum minuto. Prontinho! Meu Deus, esse dia não tem fim. Não sinto minhas pernas. Vou dormir.

    Ai... que alívio esticar as pernas. Nossa, já é tão tarde. Senhor, me ajuda a desligar. Não quero pensar em mais nada, estou tão cansada... Outro raio! Trovão em 3, 2, 1...

    "Mamãe, vem deitar aqui comigo, estou com medo dos trovões..."

    ...

    Na manhã seguinte:

    Marido: "Nossa, que noite restauradora! Nada melhor do que dormir com o barulho da chuva... E você amor, dormiu bem?"

    Eu: "Preciso de mais umas duas horas de sono... estou tão cansada!"

    Marido: "Nossa amor, acho que você precisa tomar alguma vitamina. Dorme cansada, acorda cansada... Isso não é normal!"

    Eu: "Pois é, vou marcar um café com a Gisa (tsc, tsc...)"


    Esta é uma crônica baseada em fatos reais. Se você é mulher e também sofre deste mal, recomendo que leia: Os excessos da natureza humana


    O preço de ser um ganhador de almas

    Ganhar Almas Sem Derramar Lágrimas?

    É impossível testemunhar e trabalhar por Jesus de coração vazio ou com os olhos secos. Os cristãos precisam aprender o quanto é importante seu quarto de oração, com o chão gasto pelos joelhos e sempre molhado de lágrimas.

    Estamos acostumados ao som dos passos dos perdidos...

    Quanto antes admitirmos que abrimos mão de nossa responsabilidade pelas almas perdidas, melhor será para a evangelização do mundo. Encaremos de frente o fato de que já estamos acostumados ao som dos passos dos perdidos que estão se encaminhando para suas sepulturas sem conhecerem a Jesus. Não temos mais a força de chorar pelos perdidos – isso deixou de pesar em nossos corações. As massas sem Jesus não estão convencidas de que estão perdidas, simplesmente porque nós mesmos deixamos de ter a profunda convicção do quanto é terrível a sua situação e do quanto é ainda mais terrível seu destino eterno.
    O coração de Paulo sempre sangrava com esse fardo tão pesado: “para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim. Gostaria, pois, que soubésseis quão grande luta venho mantendo por vós, pelos laodicenses e por quantos não me viram face a face” (Cl 1.29; Cl 2.1).
    A palavra que Paulo usa aqui para falar de sua luta pela salvação de outros é a mesma usada para falar de uma corrida ou de uma renhida disputa na arena. Arthur Way traduz essa passagem assim: “Com esse alvo eu me empenho muito e luto firmemente, com a extrema força que o poder de Deus inflama em mim”. Com a palavra “lutar’ o apóstolo Paulo está enfatizando que se trata de uma verdadeira batalha, dura e contínua. Essa luta é pelas almas das pessoas, uma batalha por sua salvação eterna. John Knox sentia esse fardo vindo de Deus quando clamou: “Senhor, dá-me a Escócia ou morrerei”.

    Nossas evangelizações ficaram profissionais demais

    Temos uma variedade enorme de eventos evangelísticos. Mesmo assim, pouca gente é salva do fogo do juízo. Muitas evangelizações são organizadas, mas as cidades e os povoados continuam tão perdidos como sempre. As evangelizações se profissionalizaram demais, tornaram-se mecânicas demais – e frias demais. Nosso testemunho pessoal é errático, sem forças e sem entusiasmo. As pessoas que queremos ganhar para Cristo não sentem calor no que pregamos ou testemunhamos, não sentem nossa compaixão, não vêem nossas lágrimas. Não vêem qualquer sinal de empenho de nossa parte quando exortamos acerca do seu caminho errado. E assim continuam sem Deus pela estrada da vida.
    O Senhor levou suas oração ao Pai com clamor e lágrimas (Hb 5.7). Será que nossas orações e nossas mensagens são secas e estéreis demais? Com certeza é bom quando cantamos e dizemos que choramos pelos perdidos, mas será que choramos de verdade?
    Paulo sofria por aqueles que queria ganhar para Jesus. O bispo Moule escreve a respeito: “Paulo mantinha uma luta constante, ousada e corajosa; uma batalha contra tudo e contra todos que se opunham às suas orações”. Era uma luta em oração por aqueles que ele desejava ganhar para Cristo. Essas palavras soam artificiais aos nossos ouvidos? Talvez a sofrida luta de Jesus no Getsêmani seja elevada demais para nós, mas será que podemos experimentar o que significa ser movido pela paixão do Calvário e ter compaixão pelos perdidos?

    O preço de ser um ganhador de almas

    Quem anseia ter um amor mais profundo pelas almas deve estar preparado para pagar o preço. Qual é esse preço? Que sofrimento é esse? Para Paulo, o que significava trabalhar como ganhador de almas? Ele perdeu prestígio e amigos, perdeu riqueza e conforto, perdeu sua posição e seus familiares. Quanta solidão, quantas lágrimas, quantas feridas e saudades ele sentiu – e tudo apenas para que pessoas perdidas fossem salvas. Ele tinha pelas almas uma paixão que queimava fortemente, e que, apesar de todo o desânimo, jamais se apagou.
    Que o Senhor se compadeça de nós quando estamos satisfeitos realizando evangelizações, organizando conferências e pedindo dinheiro às pessoas para sustentar missões ou projetos evangelísticos. Tentamos convencer outros, mas sem entusiasmo, tentamos tocar em corações alheios sem chorar por eles e tentamos ganhar almas sem lutar. É muito importante aprender como se evangeliza. E isso inclui, em primeiro lugar, sentir verdadeira dor pela perdição dos outros.
    Você se dispõe a carregar o mesmo fardo que o apóstolo Paulo carregava pelos perdidos? Você encontrará esse fardo no mesmo lugar onde Paulo e tantos outros ganhadores de almas o encontraram: ao pé da cruz.
    Quando entendermos de verdade o que significou para Cristo derramar Seu sangue para salvar pecadores do inferno, então será impossível trabalhar sem ardor para Jesus, e será impossível testemunhar de coração frio e com olhos secos.
    Quando William Booth fundou o Exército de Salvação nas favelas de Londres, não demorou muito até que algumas pessoas dedicadas se juntassem a ele, pessoas que compartilhavam do seu fardo pelos excluídos.
    Quando William Booth fundou o Exército de Salvação nas favelas de Londres, não demorou muito até que algumas pessoas dedicadas se juntassem a ele, pessoas que compartilhavam do seu fardo pelos excluídos. Em breve ele já estava treinando essas pessoas – com a única finalidade de lhes ensinar como ganhar almas para Jesus. Certo dia estava ensinando sobre evangelismo. Aí interrompeu o que estava dizendo e declarou em sua típica maneira dramática:
    “Se eu pudesse, mandaria todos vocês passar umas duas semanas no inferno!”
    É óbvio o que ele estava querendo dizer. Se esses jovens pudessem passar alguns dias no meio dos lamentos e tormentos dos condenados, eles voltariam cheios de uma paixão inextinguível. Com muito zelo eles teriam alertado a todos e ensinado aos outros como fugir da ira vindoura.
    Este artigo foi encontrado entre os papéis de William MacDonald, falecido no final de 2007, mas não há certeza de que ele mesmo o tenha escrito. Achamos que ele merece ser compartilhado com nossos leitores. (Herb Hirt - http://www.chamada.com.br)

    Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, outubro de 2011.

    Revista mensal que trata de vida cristã, defesa da fé, profecias, acontecimentos mundiais e muito mais. Veja como a Bíblia descreveu no passado o mundo em que vivemos hoje, e o de amanhã também. Assine aqui »

    segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

    Nascido mulher, 1º homem a dar à luz na Argentina relata o caso inédito

    Nascido mulher, 1º homem a dar à luz na Argentina relata o caso inédito


    RESUMO O transexual Alexis Taborda, 27, que nasceu mulher, é o primeiro homem a dar à luz na Argentina. Casado oficialmente com a também transexual Karen Bruselario, nascida homem, ele aceitou parar o tratamento hormonal que fazia para ter feições masculinas.
    Conseguiu assim engravidar –os dois mantiveram os respectivos órgãos originais– e realizar o sonho de sua mulher de ser mãe. Há um mês nasceu Gênesis Evangelina, a filha do casal.
    *
    Desde os seis anos eu sabia que era transexual. Queria fazer xixi em pé, jogar futebol, me vestir como homem. Com 19 anos eu assumi minha nova identidade. Não revelo meu nome antigo porque isso é voltar ao passado, e minha história já é outra.
    Eu e a Karen estamos juntos há quatro anos e queríamos ter um filho. Se adotar uma criança na Argentina é difícil para um casal hétero, imagine para um casal transexual.
    Como esse era o sonho da vida dela, aproveitei que eu não estava tomando hormônios para fazer um check-up e ver se eu podia engravidar. O médico disse que sim.
    Para mim, foi muito complicado psicologicamente voltar a menstruar, já que nos últimos seis anos tomei hormônios para isso não acontecer. Eu já tinha uma figura total de homem e deixar o tratamento de lado foi traumático. Meus peitos voltaram a crescer, e agora não vejo a hora de conseguir fazer uma cirurgia para tirá-los.
    Minha companheira me ajudou muito. Ela me dizia o tempo todo que eu continuava sendo homem que nada tinha mudado, e que seriam só nove meses.
    Ricardo Santellan - 29.nov.2013/Efe
    O casal Alexis, então grávido de oito meses, e Karen depois de se casarem, em novembro
    O casal Alexis, então grávido de oito meses, e Karen depois de se casarem, em novembro
    Durante a gravidez, só senti que estava grávido quando minha filha chutava. Nos outros momentos, era como se não fosse comigo. A Karen vivia pedindo para eu tomar cuidado com a barriga, porque realmente eu não me tocava que era comigo.
    Na hora do parto, escolhi cesárea.
    Quando a Gênesis nasceu, combinamos com a enfermeira que a primeira pessoa a ter contato com ela seria a mãe, e assim foi feito.
    Mas precisamos da ajuda de um advogado porque o hospital queria colocar "senhora Alexis" na ata hospitalar do nascimento da minha filha. Como eu tenho minha identidade reconhecida pela Lei de Igualdade de Gêneros, eles foram obrigados a colocar no registro "senhor".
    Escondemos a gravidez até os cinco meses, porque moramos em Victoria [a 371 km de Buenos Aires], uma cidade muito pequena, com pessoas muito conservadoras. Ficamos com medo.
    Chegamos a ouvir coisas horrorosas como "vocês dão nojo", "pobre dessa criança". Mas não nos abalamos. Agora, não deixarei ninguém falar mal da minha filha.
    Estamos desempregados. Fiz curso técnico de administração hospitalar, mas aqui ninguém nos dá emprego.
    Dividimos um apartamento com uma amiga e recebemos doações de amigos e familiares. Até o fim da gravidez, vendíamos empanadas e tortas na rua.
    A Karen, que já tinha se prostituído, voltou à rua. Mas isso me fazia muito mal e há seis meses ela parou.
    Acho curiosa a fama fora da Argentina. Sempre leio "Primeiro homem grávido na Argentina" na internet. Mas é louco se ver em todos os jornais, sites, se olhar no espelho e falar "não tenho trabalho, não tenho como dar sustento à minha família".

    sábado, 18 de janeiro de 2014

    Lâmina em sapato de pastor pode ter entrado acidentalmente, diz delegado O evangelista pode ter pisado no objeto sem perceber que a lâmina ficou presa na sola

    Lâmina em sapato de pastor pode ter entrado acidentalmente, diz delegado

    O evangelista pode ter pisado no objeto sem perceber que a lâmina ficou presa na sola
    por Leiliane Roberta Lopes

    Lâmina em sapato de pastor pode ter entrado acidentalmente, diz delegadoLâmina em sapato de pastor pode ter entrado acidentalmente





    Novas informações sobre o caso do pastor que foi detido aotentar entrar no presídio de Pedrinhas com uma lâmina no sapato mostram que ele é inocente.
    O delegado Newton Correa, do 12º Distrito Policial, afirmou à imprensa que José Luís Sousa Nery, 35 anos, teve uma lâmina colada na sola de seu sapato acidentalmente e que por conta disto ele foi liberado.
    José Luís foi identificado primeiramente como sendo um pastor da Igreja Assembleia de Deus, mas o delegado corrigiu dizendo que ele é um evangelista da denominação que presta apoio espiritual ao detentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
    A lâmina no sapato do evangélico foi encontrada quando ele foi revistado para entrar no presídio. Ao ser questionado sobre o objeto cortante, José afirmou que não sabia como explicar a situação.
    “Eu não sei explicar como essa lâmina foi parar dentro do meu sapato. Fiquei surpreso quando tiraram meu sapato e a ‘gilete’ caiu”.
    Lamina no sapato
    Lâmina da discórdia.
    As fotografias do sapato mostram que o objeto ficou preso na sola e não estava na meia como foi informado pela imprensa. Examinando o material o delegado entendeu que o evangélico não tinha mesmo a intenção de levar o objeto cortante para dentro do presídio. 
    Com informações Imirante e Surgiu.

    quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

    O Evangelho Social Não Tão Novo

    A Segurança na Ilha da Graça

    Em julho de 2008, em Madri, na Espanha, o rei Abdullah da Arábia Saudita falou a uma platéia que muitos do mundo ecumênico aclamaram como um agrupamento brilhante de eruditos religiosos. A conferência foi denominada histórica, não apenas por ter sido convocada por um rei muçulmano do país mais religiosamente intolerante do mundo, mas porque incluía, juntamente com os usuais representantes do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), uma mistura de praticamente tudo.
    Havia um rabino judeu, alguns líderes “evangélicos” e lobistas liberais das igrejas históricas para um diálogo interreligioso, e um núcleo de hindus, budistas, sikhs, zoroastristas, e semelhantes.
    Os mais de 300 incentivadores do “inclusivismo” religioso poderiam ter passado despercebidos sem nada além de um aceno de cabeça e um “lá vão eles de novo”, se não fosse por uma declaração definidora de Abdullah em suas palavras introdutórias: “Todos cremos em um Deus, que enviou mensageiros para o bem da humanidade neste mundo e no porvir”.
    Talvez, no passado, mesmo essa afirmação dificilmente mereceria ser notada. Mas no atual pântano de incoerência moral e religiosa, o ponto de vista de Abdullah encontra eco no que se pode denominar vagamente de meio evangélico.

    O Evangelho Social Não Tão Novo

    O que foi cunhado como Evangelho Social entrou em cena no final do século 19 e no início do século 20, quando liberais proeminentes, como Harry Emerson Fosdick, um ministro batista, se uniram a teólogos liberais da Igreja Presbiteriana da cidade de Nova Iorque. Juntos eles questionaram a infalibilidade das Escrituras e a validade de doutrinas tradicionais como o nascimento virginal, a expiação vicária e a Segunda Vinda de Cristo no sentido literal. De acordo com a visão deles, as evidências científicas modernas apontavam para o contrário.
    Charles A. Briggs, professor de teologia bíblica, deduziu “definitivamente” que a infalibilidade da Escritura “é um fantasma do evangelicalismo moderno para amedrontar as crianças”.
    Esse desvio dos fundamentos da fé foi ornamentado pelos defensores da Alta Crítica e promovido por Charles A. Briggs, professor de teologia bíblica, que deduziu “definitivamente” que (1) Moisés não escreveu o Pentateuco; (2) os profetas do Antigo Testamento não escreveram os livros a eles atribuídos; (3) o rei Davi escreveu apenas uns poucos salmos; (4) a Bíblia como um todo é permeada de erros; e (5) a infalibilidade da Escritura “é um fantasma do evangelicalismo moderno para amedrontar as crianças”.
    “A Bíblia”, disse Briggs, “não tem autoridade para transmitir absolutos”; e ele recorreu a companheiros racionalistas para se juntarem e eliminarem a ortodoxia morta do passado e trabalharem pela unidade de toda a igreja.
    Após anularem as Escrituras como sendo uma relíquia não-confiável, os liberais não tinham nenhuma mensagem bíblica viável para proclamar. Então, voltaram-se para o que sentiram ser as “preocupações profundas com o papel do cristianismo na cultura e como esse papel deveria ser expresso”. O resultado foi o Evangelho Social, descrito como um movimento intelectual dedicado a melhorar os problemas sociais de pobreza, desigualdade, criminalidade, tensões raciais, favelas, falta de higiene, escolas pobres, e os perigos da guerra. Além de serem teologicamente falidos, os líderes do Evangelho Social também eram em grande parte politicamente liberais.
    No final, o cristianismo nos EUA e no Ocidente ficou dividido em duas categorias religiosas designadas como (1) “cristianismo histórico” (liberal), e (2) “evangélico” ou “fundamentalista” (ortodoxo/conservador).
    A atual propensão crescente em determinados segmentos do evangelicalismo moderno de desviar-se dos métodos e das mensagens da fé e de ser mais assimilado na cultura, mais entrelaçado com outras religiões, e menos rígido na interpretação da Escritura, pode ser um projeto para o futuro das igrejas. Mas certamente não será algo que ainda não tenha sido feito. Essa tendência é um retorno ao mesmo Evangelho Social que criou o pântano moral em que nos encontramos atualmente.
    Antes que um novo liberalismo começasse a se enraizar seriamente nos EUA, ele já estava em pleno florescimento em muitas áreas do Reino Unido. Em seu livro The Abolition of Britain[A Abolição da Grã-Bretanha], o autor Peter Hitchens documentou os resultados:
    Quando não há almas a serem salvas, apenas corpos... existe somente um objetivo: melhorar as condições de vida deles; mesmo que depois aumente – como sempre acontece – o nível de sua pobreza moral. [E quando a agenda social fracassa em ser equilibrada com a espiritual, a questão do pecado permanece intocada; e os resultados são previsíveis]. Se você não acredita que o pecado existe, dificilmente pode-se esperar que gaste muito esforço lutando contra ele. E, se acredita que o pecado existe, então você é dos que “gostam de julgar os outros” e está automaticamente excluído do debate.[1]

    Documentando o Sucesso Nacional

    O povo judeu sempre pergunta: “Por que Deus nos escolheu como um povo especial?” A não ser pela Bíblia, comprovada pela história, não há uma resposta concebível. Mas no Livro há muitas respostas:
    “Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. Não vos teve oSenhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito” (Dt 7.6-8).
    No Livro há muitas respostas: "Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra" (Dt 7.6).
    Por que essas promessas, dadas a Israel tanto tempo atrás, são relevantes para esta geração? Porque tanto as promessas quanto a preservação do povo judeu são historicamente verdadeiras, sem a menor sombra de dúvida. Isso não é mito nem alegoria, é história documentada. Uma dedução natural é que a Palavra de Deus é fidedigna e tem autoridade – naquela época e agora.
    À luz dessas verdades, considere por que a América tornou-se uma grande nação. Certamente não foi por causa de uma habilidade superior de criar inventos, embora a iniciativa pessoal e a liberdade sejam aspectos positivos na sociedade americana. Não, há algo mais profundo, uma realidade mais séria: “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança” (Sl 33.12).
    Logicamente, a Escritura se refere à nação de Israel. Mas aqui há um princípio para nós também. O Deus Altíssimo chama de “feliz” a nação cujo Deus é o Senhor. Não há nenhum indício de “inclusivismo” nisso. O Deus mencionado é exclusivamente Yahweh (Javé): o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Esse versículo não está falando dos deuses do islamismo, do hinduísmo, do budismo, ou dos deuses das nações pagãs do mundo. Essas palavras não se aplicam à Atenas antiga, que tinha altares para todos os deuses de todas as formas, tamanhos e modelos.
    E quer você concorde ou não com a idéia de que a América foi forjada como uma nação cristã, é inegável que os fundamentos dela foram lançados e, na maior parte dos primeiros 200 anos, foram estruturados sobre as bases judaico-cristãs que refletem valores e compromissos cristãos. Os americanos respeitaram o Deus que os livrou da pobreza, da opressão, da ignorância e da privação espiritual. E, por essas coisas, podem ser eternamente gratos.

    A Ilha da Graça

    Dentro deste “experimento” único de liberdade religiosa e tolerância social chamado América, a Igreja tem tido liberdade para proclamar sua mensagem ao mundo inteiro, sem impedimentos de chefões políticos e religiosos hostis. E, embora, enquanto escrevo este artigo, eu esteja plenamente consciente de que essas liberdades estão correndo sério risco, devo concluir que elas têm sido uma grandiosa manifestação do favor de Deus. No futuro, essas liberdades serão suprimidas a um custo incalculável para a nação que está agressivamente virando suas costas a Deus e a Seu povo. Deus diz em Sua Palavra:“Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3).
    Ao contrário das afirmações daqueles que adotam a insensatez da Teologia da Substituição, a América não é o verdadeiro Israel de Deus. Esse legado foi deixado ao povo judeu – Sua nação escolhida. A nação americana de pagãos repatriados tem sido a beneficiária daquela promessa divina absoluta que está em Gênesis 12.3, porque os americanos abriram suas portas e estenderam suas mãos para acolher um povo que estava desabrigado e que é freqüentemente desprezado, a quem Deus ama.
    As páginas da história estão cheias do lixo dos restos de países e impérios que levantaram sua espada contra a nação escolhida de Deus. Na foto, parlamento alemão após a derrota na Segunda Guerra.
    Nos EUA não houve nenhuma Kristallnacht(“Noite dos Cristais Quebrados”), nenhum gueto escuro, nenhuma estrela amarela nas roupas dos judeus, nenhum massacre, nenhum campo de extermínio. A América tem sido, em muitos aspectos, um refúgio seguro para o povo judeu. E a quem devemos agradecer por isso? A Deus somente, e à Sua Palavra da promessa.
    Há muita conversa hoje em dia sobre a América parar ou não de apoiar Israel, como estão exigindo os líderes árabes militantes. Isso pode chegar a acontecer, embora oremos para que não aconteça. Já podemos ver os elementos do anti-semitismo se desenvolvendo. Mas, se essas tragédias acontecerem, os americanos sofrerão a pior parte delas. Tudo o que temos a fazer é observar as páginas da história. Elas estão cheias do lixo dos restos de países e impérios que levantaram sua espada contra a nação escolhida de Deus.
    Deus tem nos avisado. A América e o Ocidente não têm promessa de prosperidade e de sobrevivência, embora nos vejamos como pessoas que a merecem. Estamos aqui por causa da clemência de um Deus longânimo. Na verdade, temos muito mais do que merecemos.
    As verdades proféticas das Escrituras nos proporcionam o discernimento que precisamos para lidar com o futuro. E podemos ter certeza de que se (1) a liberdade religiosa e a habilidade de disseminar a Palavra de Deus sem impedimentos nos forem tiradas, e (2) nossa nação abandonar Israel e o povo judeu, não teremos direito algum de reivindicar imunidade quanto a cairmos da graça.
    Recentemente, na igreja onde congrego, um representante dos Gideões Internacionais relatou sobre a distribuição das Escrituras por aquela associação em todo o mundo. Os Gideões distribuem centenas de milhares de Bíblias todos os meses. Os Gideões são homens de negócio, voluntários que dão de seu tempo livre para distribuir o pão da vida. E toda Bíblia colocada em cada mão em todos os lugares do mundo é doada por cristãos que experimentaram o poder transformador da Palavra de Deus.
    À medida que eu ouvia as estatísticas e os relatos sobre como a Palavra tem operado em muitas vidas, agradeci ao Senhor porque vivemos em um país no qual essa disseminação é possível. E, a despeito de todos os elementos negativos que nos confrontam o tempo todo, nós – judeus e cristãos igualmente – podemos agradecer a Deus por esta ilha da graça que temos tido o privilégio de ocupar. (Elwood McQuaid - Israel My Glory)

    Notas:

    1. Peter Hitchens, The Abolition of Britain: from Winston Churchill to Princess Diana (San Francisco: Encounter Books, 2000), 176.